Douglas Costa vê fase espetacular com naturalidade: 'Me preparei para jogar pelo Bayern'
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da pixbet: A sensação neste início da temporada do Bayern de Munique não atende pelo nome de Ribéry, Robben ou Thomas Müller. Quem dá bola neste momento no Velho Continente como a principal surpresa da temporada é Douglas Costa. E não é para menos.
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da bet7k: Em apenas dois meses de Alemanha, o atacante, que atuou antes por Grêmio e Shakhtar Donetsk (UCR), conquistou torcida, imprensa e o técnico Guardiola com grandes atuações, assistência e gols. Além disso, se firma cada vez mais como uma presença corriqueira nas convocações de Dunga. Estará em campo nas Eliminatórias nas rodadas de abertura, quando o Brasil terá pela frente Chile e Venezuela.
Em entrevista exclusiva ao LANCE!, o jogador mostrou serenidade e nenhum tipo de surpresa com sua rápida adaptação a um dos clubes mais badalados e celebrados no centro que atualmente detém o título de campeão do mundo.
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-Me preparei para jogar no Bayern. No só aqui, como quando fui para o Shakhtar. Felizmente as coisas estão acontecendo da melhor maneira possível, mas não é uma surpresa pois foi algo que esperava pela minha evolução – afirmou.
Confira abaixo o que Douglas Costa fala sobre seus pouco mais de seis anos atuando na Europa, as lições aprendidas no Shakhtar e alguns bastidores do clube bávaro, como por exemplo a convicência com Robben e Ribéry, hoje seus “coadjuvantes”.
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Você saiu muito novo do Brasil para a Europa. Ter atuando antes em um centro emergente antes de um de grande exposição foi fundamental para sua rápida adaptação na Alemanha?
Aprendi e evolui bastante na questão tática. Outro ponto também foi ajudar os companheiros na marcação dentro de campo. A verdade é que sempre estou evoluindo. No próprio Bayern, em dois meses já aprendi muita coisa.
Então sua trajetória na Europa está dentro daquilo que você imaginava ao deixar o Brasil com 19 anos, certo?
Analisando com calma acredito que foi uma escolha certa e fiz isso no momento certo. Aprendi muito na Ucrânia e também fui para o Bayern na hora exata, quando eles precisavam de alguém da posição. Tudo se encaixou perfeito.
Sentiu um abismo muito grande entre a forma de jogar na Ucrânia, mesmo o Shakhtar sendo uma equipe acostumada a disputar a Liga dos Campeões, e atuar no futebol alemão?
Claro que muda muita coisa. Com o Shakhtar a gente conseguia, no máximo, avançar até às oitavas de final. O Bayern sempre entra como favorito em qualquer competição. Além disso, a forma de jogar na Ucrânia é diferente a que eu atualmente desempenho aqui. É um futebol mais ofensivo do Bayern, onde eu mesmo em dois meses evoluí ainda mais na parte tática. O grupo me recebeu muito bem e isso ajudou bastante.
Acredita que Real Madrid e Barcelona são hoje ao lado do Bayern os grandes favoritos ao título da Liga dos Campeões?
São dois grandes clubes da competição, que disputaram finais recentes. Cruzaram com o Bayern em semifinais, mas além deles existem outros adversários complicados. A Juventus, por exemplo, chegou na final do ano passado.
Como é trabalhar com o Guardiola e o que neste curto período você já sentiu de evolução por ter ele como treinador?
O Guardiola é um cara fantástico. É um treinador que procura tirar o máximo que o jogador dele pode dar. Por isso nosso time joga desta maneira. Chego no treino ele sabe exatamente onde eu devo jogar, porque é ali que posso render mais. E isso facilita o grupo.
Quando soube do acerto com o Bayern procurou ler o livro dele?
Não tive a oportunidade ainda. Quando soube que atuaria pelo Bayern liguei para o Rafinha para saber um pouco sobre ele. Inclusive eu encomendei o livro para ler.
Rafinha e Thiago Alcântara fazem surpresa para Douglas Costa no seu aniversário (Foto: Reprodução/Instagram)
A Alemanha tem um dos campeonatos mais fortes do mundo, além do país ser o atual campeão mundial. Não vou entrar na questão de 7 a 1, mas o que você percebeu e tenta absorver em treinos e jogos? Algum aspecto específico faz com que o país esteja à frente do Brasil em todos os sentidos?
Acho que uma palavra resume a sua pergunta: organização. Este aspecto aqui é algo excepcional e acredito que seja por isso que a Alemanha hoje seja essa referência no futebol.
A sua adaptação foi muito rápida e surpreendente. Ajudou muito também o esquema do Bayern ter um centroavante? E a boa fase do Lewandowski também conta o fato do seu estilo casar bem com o dele?
Acredito que não só o Lewandowski e o Thomas (Müller) se adaptaram rapidamente ao meu estilo de jogo, como eu também ao deles. São estilos de jogo que casaram muito bem e estamos dentro de campo sempre nos procurando. O Lewandowski é um cara muito bacana, que me ajudou também. O grupo do Bayern é fantástico.
Douglas Costa comemora gol com Thomas Müller (Foto: Divulgação/Bayern de Munique)
Acredita que a torcida e a imprensa mudou a forma de te analisar após a mudança e recentes atuações pelo Bayern?
É difícil acompanhar o futebol ucraniano. Se você for ver, nos cinco anos que joguei por lá sempre tive regularidade. As pessoas só estão vendo o meu jogo agora, pois estou atuando em um centro maior. E por ver de perto acabam me elogiando e me respeitando mais. Por isso a mudança de análise.
Você foi contratado para substituir Ribéry. E se fixou no time titular no momento que além dele, Robben também está fora. Como é a convicência com eles?
O Robben é um espelho para mim. Nos últimos anos ele teve um desempenho muito regular. Então sempre busco observar e foi com quem tive mais contato. O Frank (Ribéry) ainda está se recuperando e logo vai estar conosco. E assim que puder também vou procurar me espelhar nele também.